Coreia do Norte: Kim Jong-un declara status nuclear ‘irreversível’ e ameaça Seul

Destaques:

  • Kim Jong-un declarou o status nuclear da Coreia do Norte como “irreversível” em discurso no Parlamento.
  • O líder norte-coreano alertou a Coreia do Sul sobre um “preço implacável” em caso de provocações.
  • Pyongyang planeja ampliar gastos militares e o programa nuclear, destinando 15,8% do orçamento de 2026 à defesa.

O líder supremo da Coreia do Norte, Kim Jong-un, reafirmou a condição do país como uma potência nuclear, declarando seu status como “irreversível”. A afirmação, divulgada pela mídia estatal nesta segunda-feira, ocorreu durante um discurso proferido no Parlamento em Pyongyang, capital norte-coreana, e sinaliza uma postura intransigente em relação ao desarmamento nuclear. As declarações de Kim Jong-un vêm acompanhadas de um tom de advertência à Coreia do Sul, intensificando as tensões na península coreana.

A fala do líder se insere no contexto da apresentação de um novo plano econômico de cinco anos, que, paradoxalmente, caminha lado a lado com a expansão do programa nuclear do país. Essa estratégia reforça a centralidade do arsenal atômico na política, militar e diplomacia de Pyongyang, indicando que o regime pretende não apenas manter, mas também fortalecer sua capacidade de dissuasão.

Declaração de poder nuclear e advertência a Seul

Durante seu pronunciamento, Kim Jong-un foi enfático ao declarar a permanência do status nuclear da Coreia do Norte. “Seguiremos consolidando firmemente nosso status como Estado nuclear em um caminho irreversível, ao mesmo tempo em que intensificamos nossa luta contra forças hostis”, afirmou o líder. Essa declaração elimina qualquer dúvida sobre a intenção de Pyongyang de abrir mão de suas armas atômicas, posicionando-as como um pilar fundamental de sua segurança nacional.

Além da questão nuclear, Kim Jong-un elevou o tom em relação à Coreia do Sul, classificando o país vizinho como o “Estado mais hostil”. Ele alertou que qualquer provocação por parte de Seul será respondida com um “preço implacável”, uma ameaça que sublinha a crescente polarização entre as duas nações. A retórica agressiva de Pyongyang tem sido uma constante, mas a formalização da Coreia do Sul como “Estado hostil” em um discurso parlamentar representa um endurecimento significativo.

Estratégia de defesa e plano econômico

Apesar do foco na expansão nuclear, o discurso de Kim Jong-un também abordou o novo plano econômico de cinco anos. Segundo a agência estatal KCNA, o regime busca reforçar sua capacidade de dissuasão nuclear enquanto amplia investimentos na economia e nas condições de vida da população. Essa dualidade estratégica visa equilibrar a segurança militar com o desenvolvimento interno, um desafio constante para o isolado país.

No campo fiscal, o governo norte-coreano informou que 15,8% do orçamento de 2026 será destinado à defesa. Essa alocação substancial de recursos evidencia a prioridade dada ao setor militar e ao avanço do programa nuclear, que o regime classifica como “autodefensivo”. Durante a sessão, o Parlamento também aprovou mudanças constitucionais e leu uma mensagem do presidente da Rússia, Vladimir Putin, prometendo aprofundar a parceria estratégica entre Moscou e Pyongyang, o que pode ter implicações geopolíticas significativas.

Contexto geopolítico e a corrida armamentista global

As declarações de Kim Jong-un ocorrem em um cenário nuclear global em transformação. A Coreia do Norte não é o único país a sinalizar a ampliação de seu arsenal. O fim do último acordo que limitava as armas estratégicas das duas maiores potências nucleares do mundo, Rússia e Estados Unidos, contribui para um ambiente de incerteza. Com o vencimento do tratado New START no mês passado, os dois países, que juntos concentram cerca de 90% das ogivas nucleares globais, não possuem mais um acordo em vigor que imponha limites a seus arsenais.

Segundo um levantamento de janeiro de 2025 do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (Sipri), outros sete países possuem ogivas nucleares. Especialistas apontam que o New START era

Fonte: g1.globo.com

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