A cidade de Cabedelo, na Paraíba, vivencia um novo capítulo em sua gestão municipal com a posse de José Pereira (Avante) como prefeito interino. A cerimônia está marcada para esta quarta-feira, 15 de maio, às 10h, em uma sessão extraordinária no plenário da Câmara Municipal. A ascensão de Pereira ao cargo ocorre em um cenário de instabilidade política, desencadeado pelo afastamento por tempo indeterminado do então prefeito Edvaldo Neto (Avante), alvo da Operação Cítricus.
A convocação para a posse foi divulgada durante a sessão ordinária da Câmara na terça-feira, 14 de maio, por meio de um edital. O documento oficializa a decisão do desembargador Ricardo Vital, da Justiça da Paraíba, que determinou o afastamento de Edvaldo Neto, mergulhando o município em uma nova fase de incertezas administrativas e políticas.
A ascensão de José Pereira ao comando de Cabedelo
José Francisco Pereira, de 68 anos, é um gestor financeiro com uma longa trajetória na política local. Ele se elegeu vereador em Cabedelo por três vezes – em 2012, 2020 e 2024 –, além de ter atuado como suplente em 2016. Sua experiência no legislativo o credenciou a ocupar posições de destaque na Câmara Municipal.
No início de 2025, Pereira foi eleito 1º vice-presidente da Casa Vereadora Graça Rezende, compondo a mesa-diretora que era encabeçada por Edvaldo Neto. A dinâmica política de Cabedelo, no entanto, sofreu reviravoltas significativas. Com a cassação de André Coutinho (Avante), Edvaldo Neto assumiu a gestão do município, e José Pereira, por sua vez, tornou-se presidente da Câmara. Agora, com a saída de Neto, Pereira assume o posto de prefeito interino, e a presidência da Casa Legislativa será ocupada pelo vereador Wagner do Solanense (PL).
Operação Cítricus: o cerne da investigação
O afastamento de Edvaldo Neto é resultado da Operação Cítricus, que investiga um complexo esquema de corrupção envolvendo agentes políticos de alto escalão do município, empresários e até mesmo integrantes de uma organização criminosa. As apurações revelaram um “consórcio” voltado à perpetuação de contratos milionários e à distribuição de vantagens ilícitas, com valores que podem chegar a R$ 270 milhões.
A operação, conduzida em uma força-tarefa entre a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba (por meio do GAECO) e a Controladoria-Geral da União (CGU), cumpriu 21 mandados e determinou diversas cautelares pessoais. O afastamento do prefeito e de outros servidores públicos visa aprofundar a coleta de provas, preservar a integridade da investigação e impedir a continuidade das condutas ilícitas. Os crimes apurados incluem frustração do caráter competitivo de licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa, podendo haver outros ilícitos identificados ao longo do processo.
Repercussões e o futuro da gestão em Cabedelo
A Operação Cítricus e o consequente afastamento do prefeito Edvaldo Neto geram um impacto significativo na administração de Cabedelo. A cidade, que já enfrentava um histórico de instabilidade política, agora se vê diante de um novo desafio para garantir a continuidade dos serviços públicos e a transparência na gestão. A investigação segue em andamento, e os desdobramentos prometem ser acompanhados de perto pela população e pelas autoridades.
Até o momento, a defesa de Edvaldo Neto não se manifestou publicamente sobre as acusações ou o afastamento. O PB em Rede continuará acompanhando os fatos, buscando trazer as informações mais atualizadas e contextualizadas sobre este importante caso que afeta a política paraibana. Acesse nosso portal para mais detalhes sobre a Operação Cítricus e outros desdobramentos.
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Fonte: jornaldaparaiba.com.br


















