Desconfiança no STF atinge maioria dos brasileiros, indica pesquisa Genial/Quaest

A imagem do Supremo Tribunal Federal (STF) tem enfrentado um período de crescente desconfiança entre a população brasileira. Um novo levantamento realizado pela Genial/Quaest, e divulgado no último domingo (19) pelo jornal O Estado de S. Paulo, revela que, pela primeira vez na série histórica iniciada em 2022, a maioria dos entrevistados expressa falta de confiança na mais alta corte do país.

Os dados apontam para um cenário de desgaste institucional, com 53% dos brasileiros declarando desconfiança no STF. Em contrapartida, o percentual de quem confia na Corte recuou para 41%, enquanto 6% dos participantes não souberam ou não quiseram emitir uma opinião. Essa percepção negativa é um indicativo importante sobre a relação entre a sociedade e o Poder Judiciário, especialmente em um momento de intensos debates políticos e sociais no Brasil.

Queda brusca na percepção do Supremo Tribunal Federal

A pesquisa Genial/Quaest detalha uma mudança significativa na percepção pública em relação ao STF. Em 2022, por exemplo, 56% dos brasileiros tinham uma visão positiva da instituição. A queda para os atuais 41% de confiança representa um declínio acentuado, que merece uma análise aprofundada sobre os fatores que contribuíram para essa alteração.

O período de maior recuo na confiança, segundo o levantamento, ocorreu entre agosto de 2025 e março de 2026. Este intervalo coincide com o momento em que o escândalo envolvendo o Banco Master ganhou destaque nas manchetes. As suspeitas de envolvimento de magistrados em casos de corrupção, conforme apontado pelo jornal, parecem ter tido um impacto direto na forma como a população enxerga a integridade e a imparcialidade da Corte.

O impacto do escândalo do Banco Master e a repercussão

O escândalo do Banco Master e as alegações de corrupção que o cercam emergem como um ponto central para entender a deterioração da imagem do STF. Tais eventos, amplamente noticiados, alimentam o debate público sobre a transparência e a conduta ética no judiciário. A discussão sobre o chamado “ativismo judicial”, embora não seja o foco principal da pesquisa, também se insere nesse contexto de questionamento sobre os limites e a atuação dos ministros.

A repercussão desses casos nas redes sociais e nos veículos de comunicação tradicionais amplifica a discussão, gerando um ambiente onde a fiscalização da opinião pública sobre as instituições se torna mais intensa. Para muitos cidadãos, a percepção de irregularidades em qualquer esfera do poder pode abalar a fé no sistema como um todo, impactando diretamente a credibilidade de órgãos como o Supremo Tribunal Federal.

Recortes regionais e socioeconômicos da desconfiança

A pesquisa Genial/Quaest oferece um olhar detalhado sobre as diferentes camadas da sociedade brasileira. A desconfiança no STF não é uniforme, apresentando variações regionais e socioeconômicas que revelam nuances importantes. Nas regiões Sul e Sudeste, por exemplo, a desconfiança é ainda mais acentuada, atingindo 62% e 59% dos entrevistados, respectivamente.

O nível de renda também se mostra um fator relevante. Entre os brasileiros que recebem mais de cinco salários mínimos, a desconfiança chega a 60%. Já na faixa de renda mais baixa, com até dois salários mínimos (cerca de R$ 3.500 mensais brutos), há um empate técnico, com 47% de desconfiança e 45% de confiança. Esses dados sugerem que diferentes realidades sociais e econômicas podem moldar a percepção sobre a atuação do Judiciário.

Metodologia e a importância do levantamento

O levantamento da Genial/Quaest foi realizado entre os dias 10 e 13 de abril, ouvindo 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. As entrevistas foram presenciais, utilizando questionários estruturados, o que confere robustez aos dados coletados. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O estudo foi devidamente registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-09285/2026, garantindo sua validade e transparência.

A relevância desses dados transcende a mera estatística. Eles servem como um termômetro da saúde democrática do país, indicando a necessidade de as instituições buscarem maior diálogo e transparência com a sociedade. A confiança pública é um pilar fundamental para a legitimidade e a eficácia de qualquer poder, e a queda na percepção do STF acende um alerta sobre os desafios que o Brasil enfrenta na construção de um sistema de justiça mais próximo e crível para todos.

Para continuar acompanhando análises aprofundadas sobre política, economia e os principais acontecimentos que moldam o cenário nacional, fique ligado no PB em Rede. Nosso compromisso é com a informação relevante, atual e contextualizada, oferecendo a você uma leitura jornalística completa sobre os temas que realmente importam.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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