Acidente aéreo no Paraguai: aeronave com milhões em dinheiro cai e é saqueada

Um grave acidente aéreo chocou o Paraguai e gerou repercussão internacional no último sábado, quando uma aeronave da empresa de segurança Prosegur, que transportava uma fortuna em dinheiro, caiu em Minga Guazú. O incidente resultou na morte trágica do piloto e, em um desdobramento inesperado, no saque de parte da carga por moradores da região. A estimativa é que cerca de US$ 2 milhões tenham sido levados, em meio ao cenário de destroços e desespero.

A tragédia levanta questões sobre a segurança do transporte de valores e as complexas reações sociais em momentos de calamidade. O avião fazia parte de uma operação que movimentava um montante significativo, aproximadamente US$ 5 milhões e R$ 15 milhões, em dois voos entre Ciudad del Este e Assunção, a capital paraguaia.

A Queda e a Reação Inesperada

O acidente ocorreu no assentamento de San Isidro, em Minga Guazú. Segundo relatos, logo após a queda, uma multidão de moradores se aglomerou no local. Em vez de prestar socorro ou isolar a área, muitos começaram a recolher as notas de dinheiro que ficaram espalhadas pelo chão, utilizando até mesmo sacolas para levar a quantia. Esse comportamento, embora condenável sob a ótica legal, expõe a dura realidade socioeconômica de algumas regiões, onde a oportunidade de acesso a recursos pode levar a ações extremas em situações caóticas.

A Prosegur, empresa responsável pela segurança do transporte, rapidamente reportou o desaparecimento de US$ 2 milhões. A informação foi confirmada por autoridades locais, como o comissário Carlos Duré, do Departamento de Cooperação Policial Internacional do Paraguai, destacando a gravidade do saque e o impacto financeiro para a companhia.

O Voo Milionário e a Empresa de Segurança

O transporte de grandes somas em dinheiro por via aérea é uma prática comum para empresas de segurança como a Prosegur, que atuam na logística de valores. Essas operações são planejadas com rigorosos protocolos de segurança, dada a natureza do carregamento. No entanto, a falha mecânica, apontada como a principal hipótese para o acidente, demonstrou a vulnerabilidade mesmo das operações mais bem estruturadas diante de imprevistos técnicos.

A rota entre Ciudad del Este, um importante centro comercial na fronteira com o Brasil, e Assunção é frequentemente utilizada para o transporte de valores, refletindo a dinâmica econômica da região. A escolha do transporte aéreo visa agilidade e maior segurança contra roubos em terra, mas, como o incidente revelou, não está isenta de riscos.

As Vítimas e os Sobreviventes da Tragédia

O acidente teve um custo humano imediato. O piloto Fernando Noldin, um general reformado e ex-comandante da 1ª Brigada Aérea do Paraguai, faleceu no local. A Direção Nacional de Aeronáutica Civil (DINAC) informou que Noldin chegou a declarar emergência e tentou retornar à pista após perceber um problema no motor, mas não conseguiu resistir ao impacto da queda.

Apesar da violência do acidente, três pessoas sobreviveram: a copiloto Yeruti Núñez e os seguranças da Prosegur Hiron Bogado e Fredy Recalde. Eles receberam os primeiros socorros de bombeiros e policiais e foram encaminhados para atendimento médico. A sobrevivência de parte da tripulação é um ponto crucial para a investigação, pois seus depoimentos podem fornecer detalhes importantes sobre os momentos que antecederam a queda.

Investigação em Curso e o Alerta para Falsos Agentes

A principal hipótese para o acidente é uma falha mecânica. A DINAC informou que o avião perdeu potência logo após a decolagem do aeroporto de Guaraní. “O piloto percebeu um problema no motor e quis retornar, mas não conseguiu”, relatou um dos ocupantes que sobreviveu à tragédia. Técnicos de aviação e militares estão coletando evidências nos destroços para determinar as causas exatas.

Em meio à confusão e ao saque, as autoridades paraguaias emitiram um alerta para a presença de falsos policiais na região. Grupos criminosos estariam tentando se passar por agentes de segurança para recuperar o dinheiro levado pelos moradores do assentamento, adicionando uma camada extra de complexidade e perigo à situação. O presidente da DINAC, Nelson Mendoza, assegurou que a documentação da aeronave estava regular, mas a investigação completa pode levar tempo para esclarecer todos os detalhes do ocorrido.

Para mais informações sobre este e outros temas relevantes, continue acompanhando o PB em Rede. Nosso compromisso é trazer a você informação de qualidade, contextualizada e aprofundada, abordando os fatos que impactam a sociedade em diversas esferas.

Fonte: ABC Color

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