A Comissão de Constituição e Justiça do Senado se prepara para sabatinar Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 29 de abril de 2026. A sessão promete ser um palco de embates políticos, com a oposição planejando questionar Messias sobre temas polêmicos e desgastar o governo.
Oposição busca desgastar governo em sabatina
Apesar de reconhecer que não possui votos suficientes para barrar a indicação, a oposição, liderada pelo Partido Liberal (PL), pretende usar a sabatina como uma oportunidade para expor questões sensíveis ao eleitorado conservador. Entre os temas que devem ser abordados estão o posicionamento de Messias sobre o aborto, sua atuação após os atos de 8 de janeiro e sua ligação histórica com o Partido dos Trabalhadores (PT).
Temas centrais da sabatina
Os senadores de oposição planejam focar em três principais eixos durante a sabatina. O primeiro é o posicionamento de Messias sobre o aborto, especialmente em relação ao parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre a assistolia fetal. O segundo tema é a atuação de Messias após os atos de 8 de janeiro, que geraram grande repercussão no país. Por fim, sua proximidade com o PT será explorada, relembrando episódios como o caso do apelido ‘Bessias’ em 2016.
Postura de Jorge Messias durante a sabatina
Orientado pelo Palácio do Planalto, Jorge Messias deve adotar uma postura cautelosa e técnica durante a sabatina. O atual advogado-geral da União buscará evitar confrontos diretos e focará em respostas institucionais. Sua estratégia é conquistar o apoio dos senadores indecisos, reforçando seu compromisso com a separação dos Poderes e a imparcialidade necessária para integrar o STF.
Histórico e expectativas de aprovação
Jorge Messias ganhou notoriedade em 2016, quando uma gravação revelou que ele entregaria um documento de posse ministerial a Lula, episódio que opositores interpretaram como tentativa de garantir foro privilegiado ao ex-presidente. Apesar das críticas, a expectativa é que Messias seja aprovado, já que seriam necessários 41 votos contrários no plenário, número que a oposição admite não ter.
Articulação nos bastidores
Enquanto a oposição se prepara para o embate, aliados do governo trabalham para garantir um quórum elevado e intervenções favoráveis durante a sessão. O objetivo é assegurar a aprovação de Messias sem grandes surpresas. A sabatina promete ser um evento de grande interesse público, refletindo a polarização política atual no Brasil.
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Fonte: gazetadopovo.com.br


















