A Paraíba se destacou no cenário da construção civil em junho de 2026 ao registrar o segundo custo médio do metro quadrado mais elevado de toda a região Nordeste. Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio do Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), apontam que o estado alcançou a cifra de R$ 1914,28 por metro quadrado. Este valor posiciona a Paraíba à frente da maioria dos estados nordestinos, ficando atrás apenas do Maranhão, que apresentou um custo de R$ 1960,01 por metro quadrado no mesmo período.
O levantamento do IBGE oferece um panorama detalhado sobre a dinâmica dos preços na construção civil, evidenciando as particularidades de cada região e os fatores que influenciam a variação dos custos. A análise dos índices é crucial para compreender as tendências do mercado imobiliário e os desafios enfrentados por construtoras e consumidores.
Paraíba no cenário regional da construção
Apesar de figurar entre os estados com o metro quadrado mais caro do Nordeste, a Paraíba apresentou a menor taxa de variação mensal na região em junho de 2026, com um índice de apenas 0,34%. Este dado contrasta com o cenário geral do Nordeste, onde todos os estados registraram algum aumento nos custos. A estabilidade relativa da Paraíba na variação mensal sugere uma dinâmica de preços mais contida em comparação com outros mercados da região.
A região Nordeste, como um todo, registrou a maior variação regional do país em junho, com um aumento de 1,45%. Este crescimento foi impulsionado, em grande parte, pelos reajustes observados nas categorias profissionais dos setores da construção civil no Ceará e em Pernambuco. A influência desses estados vizinhos demonstra a interconexão dos mercados regionais e como as políticas salariais e as condições de trabalho podem impactar os custos gerais da construção.
Panorama nacional dos custos da construção
Em âmbito nacional, o custo médio do metro quadrado atingiu R$ 1976,37 em junho de 2026. Apesar da elevação na Paraíba, o valor praticado no estado ainda permanece abaixo da média brasileira, indicando que, embora seja um dos mais caros no Nordeste, o mercado paraibano ainda oferece um custo de construção mais acessível em comparação com a média do país. O índice nacional da construção civil registrou uma alta de 1,19% no mês e acumula um crescimento de 7,26% nos últimos 12 meses, refletindo a pressão inflacionária e a demanda do setor.
As demais regiões do Brasil também apresentaram variações significativas em junho. O Norte registrou 0,58%, o Sudeste 1,33%, o Sul 0,86% e o Centro-Oeste 0,91%. Esses números demonstram a heterogeneidade do mercado da construção civil no país, com diferentes fatores regionais influenciando os custos e a dinâmica de crescimento.
Dinâmica dos custos de materiais e mão de obra
A análise do Sinapi detalha os componentes que mais impactam o custo da construção: materiais e mão de obra. A mão de obra, em particular, apresentou a maior taxa de aumento observada no ano, registrando 1,55% em junho de 2026. Este crescimento é atribuído, em grande parte, à formalização de diversos acordos coletivos no setor. A alta representa um salto de 1,41 ponto percentual em relação a maio, quando a variação foi de 0,14%, e um aumento de 0,03 ponto percentual em comparação com junho de 2025, que registrou 1,52%.
No acumulado do primeiro semestre de 2026, os custos com materiais registraram um aumento de 3,39%, enquanto a mão de obra subiu 5,96%. Em um período de doze meses, os acumulados são de 5,54% para materiais e 9,59% para mão de obra. Esses dados sublinham a importância da gestão de custos e da negociação de contratos no setor da construção, onde a valorização da mão de obra e a flutuação dos preços dos insumos são fatores determinantes para o custo final dos empreendimentos.
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