Juiz reverte decisão e mantém prisão de delegado e agentes na PB
O juiz Salvador de Oliveira Vasconcelos, da 5ª Vara Criminal de João Pessoa, decidiu reverter a decisão que liberava o delegado Braz Morroni e dois agentes da Polícia Civil, acusados de envolvimento em um esquema de desvio de drogas. A decisão anterior, que determinava a soltura, foi alterada devido à existência de uma prisão preventiva em processo paralelo.
Acusação de improbidade administrativa
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou uma ação de improbidade administrativa contra o delegado e os agentes Everton Aires e Eduardo Jorge. A ação busca responsabilizá-los na esfera cível e requer o afastamento imediato dos cargos, além do bloqueio de bens para garantir ressarcimento aos cofres públicos. A investigação é um desdobramento de denúncias anônimas conduzidas pelo Gaeco e Draco.
Esquema de desvio de drogas
Os investigados, lotados na Delegacia de Crimes contra o Patrimônio, são acusados de se apropriar de drogas apreendidas e subtrair entorpecentes de terceiros, simulando ações policiais para revender o material. O esquema teria gerado vantagens econômicas para o grupo e para uma organização criminosa associada.
Denúncias adicionais
Além das acusações atuais, o MP já havia denunciado os envolvidos por crimes relacionados ao desvio de drogas, invasão de residências, furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documentos e fraude processual. O órgão também pediu a perda dos cargos públicos e o pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.
Provas e investigações
Para sustentar as acusações, o MPPB reuniu provas através de análise de celulares, dados de geolocalização, quebra de sigilos telemático, bancário e fiscal, além de monitoramento e depoimentos. As investigações continuam para garantir a responsabilização dos envolvidos.
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