Chocô: A Captura do Principal Fornecedor de Cocaína para o Nordeste e o Desmonte de sua Rede de Luxo e Crime

A Polícia Civil da Paraíba, em uma operação conjunta com autoridades de outros estados, desferiu um duro golpe contra o tráfico interestadual de drogas. Jamilton Alves Franco, conhecido como “Chocô”, apontado como o maior fornecedor de cocaína para a Paraíba e regiões vizinhas de Pernambuco e Ceará, foi detido na manhã da última quinta-feira em um condomínio de luxo em Hortolândia, interior de São Paulo. A prisão de Chocô é o ponto culminante da Operação Argos, que investigava sua complexa organização criminosa, focada no tráfico de entorpecentes e na lavagem de dinheiro em escala industrial.

A Ascensão de um Magnata do Tráfico

Natural de Cajazeiras, na Paraíba, Chocô mudou-se para São Paulo ainda jovem, onde iniciou sua trajetória no mundo do crime. Durante seu tempo no sistema prisional paulista, ele estabeleceu e fortaleceu laços cruciais com facções criminosas de alcance nacional. Essa rede de contatos foi fundamental para sua consolidação como uma figura central no abastecimento de entorpecentes, especialmente cocaína, para o Nordeste do Brasil, estendendo sua influência para além das fronteiras da Paraíba e alcançando mercados em Pernambuco e Ceará.

A Complexa Estrutura da Organização Criminosa

As investigações da Operação Argos revelaram uma organização criminosa sofisticada e hierarquizada, dividida em três frentes principais que garantiam o fluxo contínuo de drogas e a ocultação dos lucros ilícitos. O **Núcleo Gerencial**, sediado em São Paulo, era responsável pelas decisões estratégicas de logística e financeiras da organização. Paralelamente, o **Núcleo Operacional da Paraíba** possuía células regionais capilarizadas em importantes cidades do estado, como João Pessoa, Campina Grande, Patos, Pombal, Sousa e Cajazeiras, assegurando a distribuição e venda dos entorpecentes. Por fim, um intrincado **Sistema de Lavagem de Dinheiro** operava para dissimular os ganhos do tráfico, utilizando-se do círculo familiar de Chocô, bem como de 'laranjas', empresas de fachada e contas fantasma para integrar o capital ilícito à economia formal.

Luxo Ostensivo e Ocultação de Patrimônio

A vida de Chocô era marcada por um padrão de altíssimo luxo, que contrastava com a origem criminosa de sua fortuna. Ele ostentava viagens internacionais frequentes e uma vasta coleção de bens, tudo adquirido e dissimulado em nome de terceiros para evitar o rastreamento pelas autoridades. Essa prática de ocultação de patrimônio, fundamental para a lavagem de dinheiro, permitia-lhe manter um estilo de vida extravagante, enquanto expandia sua rede de tráfico sem levantar suspeitas diretas sobre a posse dos ativos.

Operação Argos: O Desmantelamento da Rede e a Captura de Ativos

A Operação Argos, que culminou na prisão de Chocô, é um testemunho da capacidade das forças de segurança em combater o crime organizado em larga escala. A ação cumpriu um total de 44 mandados de prisão preventiva e 45 mandados de busca e apreensão em 13 cidades distribuídas por quatro estados brasileiros: Paraíba, São Paulo, Bahia e Mato Grosso. O impacto financeiro para a organização foi significativo, com a determinação de bloqueios de bens que somam mais de R$ 104,8 milhões. Além disso, foram sequestrados 13 imóveis de alto padrão e apreendidos 40 veículos, incluindo diversos carros de luxo que eram utilizados pelo grupo criminoso, descapitalizando e desarticulando grande parte de sua estrutura.

A prisão de Jamilton Alves Franco, o Chocô, e o desmantelamento de sua organização criminosa representam uma vitória importante na luta contra o narcotráfico. A Operação Argos não apenas retira de circulação um dos maiores fornecedores de drogas para o Nordeste, mas também desarticula uma complexa rede de lavagem de dinheiro, revelando a sofisticação das operações criminosas e a determinação das autoridades em combatê-las, protegendo a sociedade dos malefícios do tráfico e do crime organizado.

Fonte: https://g1.globo.com

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