Canoagem brasileira celebra sete medalhas na Copa do Mundo em Brandemburgo

A equipe brasileira de canoagem e paracanoagem encerrou sua participação na etapa de Brandemburgo, na Alemanha, da Copa do Mundo com um desempenho notável, conquistando um total de sete medalhas. O resultado expressivo reforça a força do país nas modalidades aquáticas, especialmente nas provas paralímpicas, onde cinco dos sete pódios foram alcançados, demonstrando a resiliência e o talento dos atletas brasileiros.

As duas últimas medalhas, ambas de prata, foram adicionadas à contagem no domingo, 17 de maio de 2026, por Fernando Rufino e Miqueias Rodrigues. Essas conquistas não apenas elevaram o número de pódios, mas também destacaram as histórias de superação e dedicação que marcam a trajetória de muitos competidores da paracanoagem.

O brilho da paracanoagem com Fernando Rufino e Miqueias Rodrigues

Fernando Rufino, conhecido como o ‘Cowboy de Aço’, foi um dos grandes destaques brasileiros. O atleta sul-mato-grossense de 40 anos garantiu a medalha de prata nos 200 metros (m) da classe KL2, destinada a canoístas que utilizam braços e troncos para remar. Sua jornada é inspiradora, marcada pela perda parcial da movimentação das pernas após um atropelamento por ônibus, um desafio que ele transformou em força para o esporte.

Rufino já havia subido ao pódio no sábado, 16 de maio de 2026, conquistando a medalha de ouro na prova de 200 m da canoa (VL2), consolidando sua posição como um dos principais nomes da paracanoagem mundial. Na final do KL2, ele ficou atrás apenas do australiano Curtis McGrath, que completou a prova em 44s98, 37 centésimos à frente do brasileiro. O bronze foi para o uzbeque Azizbek Abdulkhabibov (45s55). O paranaense Flavio Reitz, que teve a perna esquerda amputada aos 15 anos devido a um tumor, também competiu na prova, terminando na sétima posição.

A última medalha brasileira em Brandemburgo veio com Miqueias Rodrigues, que conquistou a prata nos 200m da classe KL3, categoria para atletas com deficiência moderada nos membros inferiores. O paranaense, que amputou a perna esquerda após um acidente de moto, demonstrou grande performance, cruzando a linha de chegada em 44s91 e superando o neozelandês Finn Murphy. A vitória na prova foi do georgiano Serhii Yemelianov (44s14), e o baiano Gabriel Porto ficou em quarto lugar (45s51).

Outros pódios e a força da equipe brasileira

Além das conquistas de domingo e do ouro de Rufino no sábado, a paracanoagem brasileira já havia brilhado com outras medalhas. O paranaense Giovane Vieira de Paula garantiu o bronze nos 200 m da classe VL3, para canoístas com grau moderado de comprometimento no tronco e nas pernas. O piauiense Luis Carlos Cardoso também subiu ao pódio, conquistando a prata nos 200 m do KL1, categoria para atletas com deficiências severas nas pernas e no quadril.

A equipe feminina também mostrou sua garra. A sul-mato-grossense Débora Benevides, que nasceu com uma má formação que causou atrofia nas pernas, competiu na final dos 200 m da classe VL2 feminina. Ela terminou em um honroso quarto lugar, com o tempo de 1min11s33, a pouco mais de dois segundos da bielorrussa Anastasia Miasnikova, que levou o bronze. A britânica Emma Wiggs (1min05s48) e a canadense Brianna Hennessy (1min06s50) completaram o pódio.

Isaquias Queiroz lidera conquistas olímpicas

Entre os atletas olímpicos, o Brasil também marcou presença no pódio com o renomado Isaquias Queiroz, que conquistou a medalha de ouro nos 500 m da categoria C1 (canoa individual). A performance de Isaquias, um dos maiores nomes da canoagem brasileira, foi complementada pelo também baiano Gabriel Assunção, que garantiu o terceiro lugar na mesma prova, formando uma dobradinha brasileira no pódio. Esses resultados são cruciais para a preparação e o moral da equipe em vista dos próximos desafios internacionais e do ciclo olímpico.

A Copa do Mundo de Brandemburgo serviu como um importante termômetro para a performance dos atletas brasileiros, tanto na canoagem olímpica quanto na paracanoagem. As sete medalhas conquistadas são um testemunho do trabalho árduo, da dedicação e do potencial do esporte no Brasil, prometendo um futuro brilhante para os atletas em competições futuras. Para continuar acompanhando de perto as notícias e os feitos dos nossos atletas, e para ter acesso a um conteúdo diversificado e de qualidade, mantenha-se conectado ao PB em Rede, seu portal de informação relevante e atualizada.

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