A eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 gerou uma onda de repercussão internacional, com críticas e ironias estampando as capas e páginas dos principais jornais esportivos ao redor do mundo, conforme reportado pela Agência Brasil. Após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey (Estados Unidos), pelas oitavas de final, no dia 5 de julho, a imprensa global analisou o revés com um misto de surpresa e severidade, apontando falhas táticas e o que muitos consideraram um distanciamento do tradicional “DNA” do futebol brasileiro.
No dia seguinte ao confronto decisivo, 6 de julho de 2026, a notícia do adeus precoce do Brasil ao Mundial dominou os noticiários, ofuscando outros eventos esportivos e colocando em xeque o planejamento e a performance da equipe comandada pelo técnico Carlo Ancelotti. A análise estrangeira aprofundou-se nas razões da queda, destacando momentos cruciais da partida e o desempenho individual de jogadores, tanto brasileiros quanto noruegueses.
O Adeus do Brasil: Eliminação na Copa 2026 sob o Olhar Estrangeiro
O diário argentino Olé não hesitou em dar destaque máximo ao tropeço brasileiro, com a manchete “No compasso do tamborim”. A publicação dedicou um espaço menor à seleção local, a Argentina, que ainda segue na disputa pelo tetracampeonato mundial. A crônica do Olé foi incisiva ao questionar a identidade da equipe brasileira, afirmando que “a modernidade varreu” o estilo de jogo que prezava a posse de bola, a habilidade técnica, as parcerias criativas e o “Futebol Total”.
O jornal argentino concluiu sua análise com uma crítica contundente: “A vitória [da Noruega] foi muito justa, histórica e explicativa: o preço por abandonar seu DNA custou o Mundial aos brasileiros”. Essa perspectiva ressaltou a percepção de que o Brasil se afastou de suas raízes futebolísticas, adotando uma fórmula que, no fim, não se mostrou eficaz.
Visão Italiana: Haaland Carrasco e o Longo Jejum Brasileiro
Na Itália, o Corriere dello Sport também dedicou espaço à eliminação brasileira, apesar de ter como principal destaque a vitória do piloto monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, na Fórmula 1. A capa do diário italiano ressaltou o atacante norueguês Erling Haaland, com a chamada “[Erling] Haaland fez o Brasil chorar”, em referência aos dois gols marcados pelo jogador que selaram a vitória da Noruega.
A matéria veiculada no site do Corriere dello Sport fez uma projeção sombria para a seleção canarinho, lembrando que, com a eliminação, o Brasil enfrentará um jejum de 28 anos sem um título mundial na próxima Copa. O texto descreveu a seleção brasileira como um time “menor, laborioso, episódico” e, em um tom irônico, comparou a situação do Brasil com a da própria Itália, que, pela terceira edição consecutiva, está fora do Mundial, mas que “a Noruega foi o pior sorteio possível” nas eliminatórias.
Críticas Espanholas: Táticas, Substituições e o Pênalti de Vini Jr.
O jornal espanhol Marca, embora tenha focado em seu duelo contra Portugal, também estampou a derrota do Brasil em sua capa, destacando a atuação decisiva de Haaland e do goleiro norueguês Orjan Nyland, que realizou grandes defesas. A reportagem do Marca chamou atenção para as substituições realizadas pelo técnico Ancelotti no segundo tempo, com as entradas do volante Danilo Santos e de Neymar aos 22 minutos, nos lugares de Gabriel Martinelli e Rayan.
Essas mudanças, segundo o diário, desorganizaram o ataque brasileiro, deslocando Endrick do comando ofensivo para a ponta direita. “Ali se acabou todo o equilíbrio do Brasil de Ancelotti”, resumiu a matéria. Além disso, o Marca questionou a decisão de Vinícius Júnior de não ter cobrado o pênalti no primeiro tempo, quando o placar ainda estava 0 a 0, e Bruno Guimarães desperdiçou a chance. O jornal enfatizou o protagonismo de Vini Jr. no Real Madrid e sua condição de estrela na Seleção, tornando incompreensível sua escolha de se afastar da responsabilidade em um momento crucial.
A Bola de Portugal: O Adeus “Cruel” de Vinícius Júnior
Em Portugal, o jornal A Bola também deu amplo espaço à eliminação brasileira, registrando o revés na capa e mencionando Haaland e o meia Andreas Schjelderup, atleta do Benfica. A matéria do jogo, publicada no site do veículo, descreveu o “adeus” do Brasil à Copa como “cruel”, com um foco especial em Vinícius Júnior.
Ao contrário do Marca, o diário português adotou um tom menos crítico em relação a Vini Jr., reconhecendo que o atacante “exibiu-se a um bom nível, liderou o ataque brasileiro, criou jogadas de perigo (aquele passe para Endrick é extraordinário), mas não conseguiu guiar o escrete até as quartas”. A reportagem fez menção à assistência de Vinícius Júnior para Endrick, que, sozinho diante do goleiro, desperdiçou a melhor oportunidade do Brasil na segunda etapa, selando o destino da equipe.
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