A Polícia Civil da Paraíba concluiu que o assassinato do engenheiro Rubens Fernando da Costa Filho, de 29 anos, ocorrido após a festa Soul João, em Lagoa Seca, foi resultado de uma emboscada. As investigações detalharam a dinâmica do crime, que culminou na morte da vítima sem chances de defesa, após um desentendimento inicial no evento.
O caso, que chocou a comunidade local, teve como pivô uma discussão entre o engenheiro e um empresário de 30 anos. A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Campina Grande, sob a coordenação do delegado Ramirez Almeida, elucidou os fatos que levaram ao trágico desfecho.
A emboscada fatal após desentendimento em festa
Segundo as apurações, o desentendimento entre Rubens Fernando e o empresário ocorreu durante a festa Soul João. A situação foi controlada por seguranças e outras pessoas presentes, parecendo ter sido resolvida no momento. Contudo, a tranquilidade foi breve e enganosa.
Cerca de 20 minutos após a confusão inicial, o suspeito dirigiu-se ao estacionamento do evento. Lá, ele retirou uma pistola de seu veículo e aguardou a saída do engenheiro. Quando Rubens Fernando deixava a festa na companhia de amigos, foi surpreendido pelos disparos, não tendo qualquer oportunidade de se defender da agressão fatal.
Ação do suspeito e a prisão em flagrante
Após cometer o crime, o empresário foi rapidamente interceptado pela Polícia Militar, que o prendeu em flagrante. A arma utilizada no assassinato também foi apreendida no local. Imagens de câmeras de segurança foram cruciais para a investigação, mostrando o suspeito caminhando em direção ao estacionamento já armado logo após os disparos, corroborando a versão da emboscada.
Conduzido à Delegacia de Homicídios, o empresário foi posteriormente encaminhado ao Hospital de Emergência e Trauma devido a ferimentos. Durante seu depoimento, ele optou por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio, uma prerrogativa legal em processos criminais.
Qualificação do crime e desdobramentos legais
Além da acusação de homicídio, o empresário também responderá por lesões corporais. As investigações indicam que a namorada e a irmã da vítima teriam sido agredidas durante a confusão inicial que precedeu o assassinato, adicionando mais uma camada de gravidade ao caso.
Com base nas robustas provas reunidas, a Polícia Civil autuou o investigado por homicídio duplamente qualificado. As qualificadoras aplicadas foram por motivo fútil e mediante emboscada, caracterizando um recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O empresário permanece preso e aguarda a audiência de custódia, onde sua prisão será reavaliada pela Justiça.
Para mais atualizações sobre esta e outras notícias, continue acompanhando o PB em Rede e siga nossa página no Instagram para conteúdos exclusivos.


















