Exoneração de delegado e agente presos por desvio de drogas na Paraíba
O delegado Braz Morrone e o agente Eduardo Jorge Ferreira, conhecido como “Mão Branca”, foram exonerados da Polícia Civil da Paraíba. Ambos estão presos desde 2 de junho de 2026, em decorrência de uma investigação sobre um esquema de desvio de drogas.
Operação Perfídus leva à exoneração
As exonerações foram oficializadas no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira, 29 de junho. Apesar da prisão, os dois permanecem na Polícia Civil, mas foram afastados de seus cargos. A prisão de Morrone e Ferreira ocorreu durante a Operação Perfídus, que investiga um suposto esquema de desvio de drogas apreendidas e o recebimento de parte dos lucros da revenda.
Detalhes da investigação
Braz Morrone, que atuava como delegado na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT) em João Pessoa, é suspeito de usar sua posição hierárquica para proteger integrantes do grupo criminoso. Já Eduardo Jorge Ferreira, o “Mão Branca”, é acusado de participação direta na retirada de drogas apreendidas, além de monitorar carregamentos e manipular rastreadores.
Denúncia aceita pela Justiça
A Justiça da Paraíba aceitou a denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB), tornando réus oito investigados na Operação Perfídus. Entre eles estão Braz Morrone, Everton Aires e Eduardo Jorge. A ação penal contra os investigados foi formalmente iniciada após o recebimento da denúncia.
Atuação do MP e Polícia Civil
A operação foi uma ação conjunta do Ministério Público, através do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), e da Polícia Civil, com a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). Segundo a denúncia, os investigados são suspeitos de integrar uma organização criminosa armada, com atividades que incluem a apropriação e desvio de carregamentos de drogas de facções rivais.
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