Dois detentos empreenderam fuga da Penitenciária Jurista Agnello Amorim, conhecida como Presídio do Monte Santo, em Campina Grande, na madrugada do dia 11 de julho. A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB) confirmou o incidente, detalhando que os apenados utilizaram barras de ferro para romper a estrutura da cela e escapar da unidade prisional. A ação mobilizou as forças de segurança e gerou um alerta na região.
O caso levanta questões sobre a segurança das unidades prisionais e a eficácia do monitoramento de detentos em regimes de menor restrição, como o semiaberto. As autoridades já iniciaram intensas diligências para localizar os fugitivos e garantir sua recaptura, buscando restabelecer a ordem e a tranquilidade pública.
Identificação dos Fugitivos e o Regime Semiaberto
Os detentos que conseguiram escapar foram identificados como José Alexandre Xavier e Márcio Lopes Tavares. Ambos cumpriam pena no regime semiaberto monitorado, o que implica o uso de tornozeleira eletrônica. Segundo informações da Seap-PB, eles haviam ingressado na unidade prisional no mês anterior ao incidente e aguardavam uma audiência de justificação na Justiça, um procedimento padrão para avaliar o cumprimento das regras inerentes a esse regime.
O regime semiaberto é destinado a presos que já cumpriram parte da pena e demonstram bom comportamento, permitindo-lhes trabalhar ou estudar durante o dia e retornar à unidade prisional à noite. A tornozeleira eletrônica serve como um mecanismo de controle e monitoramento de sua localização, mas a fuga da unidade física representa um desafio adicional para o sistema penitenciário, evidenciando a necessidade de vigilância constante mesmo para aqueles com menor restrição.
O Método Audacioso da Fuga
A fuga foi planejada e executada de forma engenhosa e determinada. Os internos retiraram estruturas de ferro de uma beliche dentro da cela, transformando-as em ferramentas improvisadas. Com essas barras, conseguiram quebrar a parede de alvenaria, abrindo um buraco considerável por onde tiveram acesso à área externa da penitenciária. A ação ocorreu por volta da meia-noite, um período estratégico que pode ter sido escolhido para dificultar a detecção.
A capacidade dos detentos de improvisar ferramentas e romper a estrutura da cela levanta preocupações sobre a inspeção regular das instalações e a resistência dos materiais utilizados nas construções prisionais. A Seap-PB deverá investigar internamente como os objetos foram utilizados e como a falha na estrutura pôde ser explorada, visando implementar medidas corretivas e preventivas.
Diligências em Andamento e Implicações para a Segurança
Desde a constatação da fuga, equipes de segurança penitenciária e da polícia militar estão mobilizadas em uma intensa operação de busca e recaptura. As diligências visam localizar e prender novamente os dois detentos, que permanecem foragidos até o momento. A Seap-PB informou que todas as providências administrativas e legais cabíveis foram tomadas pela direção da unidade penal, conforme declarado pelo diretor adjunto Alcides Leite de Andrade Neto, reforçando o compromisso com a apuração dos fatos.
A fuga de presos, especialmente aqueles em regime semiaberto, acende um alerta para a segurança pública e a eficácia dos sistemas de monitoramento. Tais incidentes podem gerar insegurança na população e demandam uma resposta rápida e coordenada das autoridades. A Secretaria de Administração Penitenciária reitera seu compromisso em aprimorar continuamente os mecanismos de controle e vigilância para garantir a ordem e a segurança nas unidades prisionais do estado da Paraíba.
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