Uma mãe percorreu 10 horas de viagem para encontrar seu filho, após a saída de internos de uma instituição de reabilitação em Santa Rita, na Grande João Pessoa, Paraíba. A mulher relatou que não foi informada pelos responsáveis sobre a situação e encontrou o filho em condições precárias.
Relato de negligência e condições precárias
Trabalhando como lavradora em Itabaiana, Sergipe, a mãe enviava mensalmente R$ 1500 para a manutenção do filho na casa de acolhimento, além de itens pessoais. Ao chegar, encontrou o filho descalço, com fome e sede. Segundo ela, a instituição não comunicou a fuga dos internos, sendo avisada por outra mãe.
Comunicação falha e justificativas
A mulher destacou que a instituição realizava chamadas de vídeo quinzenais entre internos e familiares. No entanto, nesta semana, a chamada foi adiada sob a justificativa de um retiro espiritual e problemas de internet, o que levantou suspeitas.
Condições precárias motivaram saída
O tenente-coronel Alcântara, do 7º Batalhão da Polícia Militar, informou que as condições precárias levaram os internos a deixarem o local. Algumas pessoas retornaram após contato com os responsáveis, enquanto outras solicitaram a presença dos familiares.
Agressão e desentendimentos
Uma agressão física foi registrada no local, após uma discussão envolvendo um visitante. O episódio resultou em um boletim de ocorrência, e parte dos internos e a liderança responsável já haviam deixado a granja quando o proprietário, Dorgivan de Castro, chegou.
Futuro incerto para a casa de acolhimento
Dorgivan relatou que alugou o imóvel para Gláucio Amaral, que pretendia instalar uma filial de uma casa de recuperação. Contudo, após os eventos, ele não pretende manter o aluguel e busca localizar os familiares dos internos restantes, que ainda estavam no posto de combustíveis na manhã de sexta-feira.
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