O estado de Minas Gerais confirmou 20 casos de febre maculosa e lamenta três óbitos relacionados à doença neste ano. O balanço foi divulgado nesta terça-feira (30) pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), que mantém um monitoramento constante da situação epidemiológica no território mineiro.
A febre maculosa, uma doença infecciosa febril aguda e de gravidade variável, é causada por uma bactéria do gênero Rickettsia, transmitida pela picada do carrapato-estrela (Amblyomma cajennense). A doença apresenta maior incidência em áreas rurais e de mata, especialmente durante o período de maior atividade dos carrapatos.
Panorama da Febre Maculosa em Minas Gerais
Os óbitos registrados ocorreram em moradores dos municípios de Antônio Dias, Córrego Novo e Mutum, evidenciando a dispersão da doença por diferentes regiões do estado. A SES-MG ressalta que, apesar das confirmações, o número de notificações está dentro do esperado para o período de maior circulação do vetor, que tradicionalmente se estende de abril a outubro.
A doença é endêmica em Minas Gerais, com maior concentração de casos nas macrorregiões Centro, Vale do Aço, Leste e Leste do Sul. Historicamente, a população mais afetada pela febre maculosa no estado compreende indivíduos entre 41 e 60 anos, com predominância do sexo masculino. A taxa média de letalidade da febre maculosa em Minas Gerais é de aproximadamente 30%, o que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
Casos e Recuperações em Destaque
Entre os 20 casos confirmados, quatro foram identificados na Escola de Sargentos das Armas (ESA), localizada em Três Corações, no sul de Minas. Os pacientes envolvidos eram dois moradores de Três Corações, um de Juiz de Fora e um de Lambari. Todos esses indivíduos receberam o acompanhamento necessário pela rede de saúde e se recuperaram, destacando a importância da assistência médica rápida.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, em colaboração com os municípios e as Unidades Regionais de Saúde (URS), mantém um sistema de monitoramento semanal dos casos. Além disso, são implementadas ações contínuas de vigilância epidemiológica e prevenção, visando controlar a propagação da doença e proteger a população.
Estratégias de Prevenção e Controle
A principal medida preventiva contra a febre maculosa é evitar o contato com o carrapato-estrela, especialmente durante o período de seca, quando a atividade do vetor é mais intensa. Ao frequentar áreas de risco, como locais com presença de animais (cavalos, capivaras, cães), parques, reservas ecológicas e margens de lagoas, algumas precauções são fundamentais:
- Utilizar repelentes à base de icaridina.
- Vestir roupas claras e compridas, que cubram a maior parte do corpo.
- Usar calçados fechados.
- Examinar o corpo periodicamente para identificar a presença de carrapatos.
Caso um carrapato seja encontrado preso à pele, a recomendação é retirá-lo com cuidado, preferencialmente com o auxílio de uma pinça, evitando esmagar o animal para não liberar secreções que possam conter a bactéria. A remoção correta minimiza o risco de transmissão da doença.
Recomendações Essenciais para a População
Além das medidas individuais, a SES-MG orienta sobre a importância do controle ambiental. Manter pastos, lotes e áreas públicas limpas contribui para a redução da população de carrapatos. Para animais domésticos e de criação, como cães, cavalos e bois, é fundamental a utilização periódica de carrapaticidas, sempre sob orientação veterinária, para quebrar o ciclo de vida do vetor.
O conhecimento sobre a doença e a adoção de práticas preventivas são cruciais para reduzir o número de casos e óbitos. A febre maculosa, quando diagnosticada e tratada precocemente, tem altas chances de cura. Para mais informações detalhadas sobre a febre maculosa e suas formas de prevenção, consulte fontes oficiais como o Ministério da Saúde.
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