Extrema direita avança, mas não integra governo alemão
A Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de extrema direita, obteve significativos resultados nas eleições estaduais, aumentando a pressão sobre o governo de Friedrich Merz. O chanceler classificou o desempenho como um “desastre”, mas reafirmou sua permanência no cargo e o compromisso com suas reformas.
Resultados eleitorais e impacto político
No estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a AfD alcançou 37% dos votos, superando o SPD, que obteve 35,5%. Apesar do crescimento, a governadora Manuela Schwesig deve permanecer no cargo. Em Berlim, a AfD deve formar a terceira maior bancada, atrás de A Esquerda e da CDU.
Reação do governo e desafios internos
Friedrich Merz convocou uma reunião do comitê executivo da CDU, surpreendendo analistas. Ele reiterou que seu programa de reformas é essencial para combater o “veneno autoritário” e que não pretende deixar o cargo, mesmo diante de especulações sobre seu futuro político.
Contexto e ascensão da AfD
Recentemente, na Saxônia-Anhalt, a AfD quase formou governo, alcançando 44% dos votos. Essa ascensão ocorre em um momento de impopularidade de Merz, que enfrenta dificuldades para implementar reformas em uma economia estagnada.
Propostas controversas da AfD
A AfD defende a deportação de imigrantes ilegais, o retorno do marco alemão e a saída da União Europeia. A intenção de reatar relações com Moscou, cortadas desde a guerra na Ucrânia, é vista como uma conspiração pelo governo de Merz.
Tensões na coalizão de governo
Schwesig, do SPD, criticou abertamente Merz, especialmente em relação à reforma da Previdência e aos preços dos combustíveis. Sua vitória pode fortalecer os sociais-democratas na coalizão, aumentando a tensão interna.
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