CUT celebra fim da escala 6×1 enquanto CNI critica PEC
Enquanto sindicatos comemoram a abolição da escala 6×1, entidades empresariais pedem revisão da PEC aprovada no Senado.
Repercussão sindical e empresarial
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) saudou o fim da “massacrante escala 6×1” e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais como uma vitória significativa para a classe trabalhadora. Em contrapartida, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a mudança como um “retrocesso” para o Brasil, citando preocupações com a produtividade e competitividade.
Impacto econômico e social
O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou que a PEC 221/2019 poderia agravar a perda de competitividade e aumentar a inflação. A CNI estima que a redução da jornada pode elevar os custos de produção em até R$ 267 bilhões, afetando o PIB e a inflação. Já a Força Sindical argumenta que a medida beneficiará milhões de trabalhadores, proporcionando mais tempo para saúde, família e lazer.
Aprovação no Senado
O Senado aprovou a PEC do fim da escala 6×1 com 75 votos a favor e apenas um contrário. A mudança de posição da oposição foi decisiva para a aprovação. A proposta prevê descanso remunerado de dois dias por semana e uma redução gradual da jornada de trabalho.
Detalhes da PEC
A emenda constitucional determina que, 60 dias após sua promulgação, as empresas adotem a escala 5×2 e reduzam a jornada máxima para 42 horas semanais, caindo para 40 horas após 12 meses. A medida visa garantir mais tempo livre aos trabalhadores sem redução salarial.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



















