Impacto da baixa adesão à vacinação em gestantes
A resistência à vacinação contra gripe e covid-19 entre gestantes está colocando em risco a saúde dessas mulheres e de seus bebês. Dados do Ministério da Saúde mostram que apenas 55% das grávidas se vacinaram contra a covid-19 em 2025, enquanto a cobertura para a influenza foi de 63%. A meta é atingir 90% do público-alvo.
Consequências da hesitação vacinal
Entre 2022 e 2026, 286 gestantes ou puérperas desenvolveram síndrome respiratória aguda grave (SRAG) devido ao vírus Influenza, resultando em 25 mortes. A covid-19 causou 205 casos graves, com 21 óbitos no mesmo período. A vacinação é crucial para reduzir esses números, mas a desinformação e a desvalorização da gripe são barreiras significativas.
Importância das vacinas durante a gestação
Além de proteger as mães, a vacinação garante que os bebês nasçam com anticorpos. Estudos mostram que a vacinação contra a gripe pode reduzir em 70% a ocorrência da doença nos primeiros meses de vida do bebê. A covid-19 e a influenza ainda representam 30% dos casos de SRAG em gestantes este ano.
Esforços para aumentar a cobertura vacinal
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vacinas contra hepatite B, dT, dTpa e VSR, além da influenza e covid-19. A vacinação das gestantes, combinada com a imunização dos bebês a partir dos 6 meses, é essencial para reduzir casos graves de doenças respiratórias.
Resultados positivos e desafios futuros
Desde a introdução da vacinação para o vírus sincicial respiratório, a cobertura atingiu 86% das gestantes. A vacinação contra a coqueluche também tem mostrado resultados positivos, com a cobertura vacinal da dTpa em grávidas aumentando para 94% em 2025. No entanto, a resistência à vacinação ainda representa um desafio significativo.
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