A seleção brasileira masculina de vôlei enfrenta seu momento mais delicado na Liga das Nações (VNL), com a possibilidade de uma eliminação inédita na primeira fase da competição. Após uma derrota por 3 sets a 0 para a Polônia, atual campeã do torneio, o Brasil se vê em uma situação de risco, dependendo de uma combinação de resultados para avançar às quartas de final.
O revés contra os poloneses, com parciais de 25/22, 28/26 e 25/19, ocorreu na noite da última sexta-feira (17), em Chicago, nos Estados Unidos. Este resultado deixou a equipe comandada por Bernardinho a um passo de ser eliminada, algo que nunca aconteceu nas oito edições da Liga das Nações.
Cenário crítico para o Vôlei Brasil na Liga das Nações
Atualmente, o Vôlei Brasil ocupa a nona posição entre as 18 seleções participantes, acumulando seis vitórias, cinco derrotas e 16 pontos. Para garantir uma vaga nas quartas de final, o time verde e amarelo precisa alcançar, no mínimo, a sétima colocação na tabela de classificação. A uma rodada do fim da fase classificatória, a margem para erros é mínima, e cada ponto se torna crucial.
O sistema de pontuação da Liga das Nações é um fator determinante: vitórias por 3 sets a 0 ou 3 a 1 rendem três pontos ao vencedor. Em caso de triunfo por 3 sets a 2, a equipe vitoriosa soma dois pontos, enquanto a derrotada garante um ponto. Essa dinâmica exige que o Brasil não apenas vença seu próximo confronto, mas que o faça com a maior vantagem possível para otimizar sua pontuação.
Matemática da classificação: o que o Brasil precisa
O próximo desafio da seleção brasileira será neste domingo (19), às 14h (horário de Brasília), contra a China, novamente em Chicago. No entanto, a classificação do Brasil não depende apenas de sua própria vitória. A equipe precisa estar atenta a outros resultados que ocorrerão na rodada final da fase de grupos.
A torcida brasileira começa já neste sábado (19), às 22h, no confronto entre Estados Unidos e Bulgária. É fundamental que os búlgaros não vençam por 3 a 0 ou 3 a 1. No domingo, antes de entrar em quadra, o Brasil precisa torcer pela derrota da Ucrânia para a Alemanha, em jogo que se inicia às 11h30, em Belgrado, na Sérvia. Após cumprir sua parte contra a China, de preferência com uma vitória por 3 a 0 ou 3 a 1, a seleção ainda terá de aguardar o resultado da partida entre França e Bulgária, às 18h, torcendo para que a Bulgária perca e não conquiste nenhum set.
Desempenho recente e a voz do capitão
A derrota para a Polônia marca a quinta nos últimos sete compromissos do Brasil na Liga das Nações, sendo todos os reveses por 3 a 0 ou 3 a 1. As duas únicas vitórias nesse período foram um 3 a 2 contra o Canadá e um 3 a 0 sobre a França. Isso significa que, dos 21 pontos possíveis, a equipe conquistou apenas cinco, evidenciando uma fase de baixo rendimento.
No jogo contra a Polônia, os destaques brasileiros foram o ponteiro Lucarelli e o oposto Darlan, ambos com 12 pontos. Pelo lado polonês, o ponteiro Tomasz Fornal brilhou com 13 pontos, incluindo quatro aces, liderando a vitória dos atuais campeões. O capitão Lucarelli expressou sua frustração ao site da Federação Internacional de Vôlei (FIVB): “Nossos dois primeiros sets foram de alto nível, mas acabamos cometendo erros em situações que deveriam ser fáceis. Temos que lidar melhor com esses momentos e aproveitar os contra-ataques. Perder para um time forte como a Polônia desta maneira traz o pior sentimento possível.”
Histórico da Liga das Nações e o desafio atual
A Liga das Nações foi criada em 2018, substituindo a tradicional Liga Mundial, disputada entre 1990 e 2017. O Brasil tem um histórico glorioso na Liga Mundial, sendo o maior campeão com nove títulos. Na VNL, a seleção brasileira conquistou o título em 2021, sua única participação em uma final até o momento. A atual situação representa um grande desafio para a equipe, que busca evitar uma eliminação precoce e manter a tradição de excelência no vôlei mundial. Acesse a fonte original aqui.
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