A proprietária de um espetinho localizado no bairro do Bessa, em João Pessoa, Janaína Carvalho, veio a público para refutar as acusações de transfobia feitas pela influenciadora digital Mariana Alves, conhecida como Malévola. O desentendimento, que ocorreu no último sábado, 4 de maio, ganhou repercussão após a influenciadora alegar ter sido vítima de discriminação e ter sido chamada de “Paulão” por funcionários do estabelecimento. Em resposta à grave acusação, Janaína registrou um boletim de ocorrência, expressando profunda preocupação com possíveis represálias e a imagem de seu negócio.
Dona de espetinho contesta versão de influenciadora
Janaína Carvalho, que comanda o estabelecimento desde 2011, negou veementemente que qualquer ofensa de cunho transfóbico tenha partido de sua equipe. A comerciante relatou que já acompanhava o trabalho de Mariana Alves nas redes sociais e, em um primeiro momento, interpretou a situação de exaltação como uma encenação ou brincadeira da influenciadora, dada a natureza de seu conteúdo online.
“Quando ela subiu gritando, eu achei que era brincadeira dela”, afirmou Janaína, descrevendo o início da confusão. No entanto, a situação escalou rapidamente para um confronto mais sério. “Porém, quando ela ameaçou quebrar tudo e dar um soco nos meninos, eu vi que não era brincadeira, aí eu entrei na frente dela”, detalhou a proprietária, ressaltando a gravidade das ameaças presenciadas.
Registro de ocorrência e temor por represálias
Diante da rápida repercussão do caso nas redes sociais e das sérias acusações, Janaína Carvalho decidiu formalizar um boletim de ocorrência. Sua principal motivação, segundo ela, é o receio de sofrer ameaças e represálias, tanto online quanto fisicamente, devido à grande visibilidade e influência de Mariana Alves. A comerciante enfatizou que a acusação de transfobia é grave e, em sua visão, completamente infundada.
“Sofremos ameaças e, como ela é uma pessoa famosa, sabemos que corremos o risco de represália. Não teve essa ofensa da nossa parte”, declarou Janaína, buscando proteger a integridade de seu negócio, que é fonte de sustento para diversas famílias, e a reputação de seus funcionários. A transfobia, conforme definido, é a discriminação, preconceito ou violência direcionada a pessoas transgênero, travestis ou transexuais em razão de sua identidade de gênero, sendo tipificada como crime no Brasil, equiparada ao racismo. Para mais informações sobre a legislação e o combate à transfobia, consulte o portal do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.
Impacto das acusações e a busca por esclarecimentos
O incidente levanta questões sobre o impacto das acusações feitas em plataformas digitais e a responsabilidade de influenciadores. Um estabelecimento com mais de uma década de funcionamento, como o espetinho de Janaína Carvalho, pode ter sua reputação seriamente abalada por alegações que se espalham rapidamente online, mesmo antes de uma apuração completa dos fatos. A proprietária reitera que a política do local sempre foi de respeito e acolhimento a todos os clientes, independentemente de sua identidade ou orientação.
A comerciante aguarda os desdobramentos da investigação policial para que os fatos sejam devidamente esclarecidos e a verdade prevaleça. A equipe de reportagem do PB em Rede tentou contato com a assessoria de Mariana Alves, a Malévola, através do número de telefone disponível em seu perfil oficial para obter a versão da influenciadora. Embora o contato tenha respondido às mensagens iniciais, até a última atualização desta matéria, não houve retorno aos questionamentos enviados sobre o incidente, deixando a versão da influenciadora ainda sem detalhamento público.
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