O Tribunal do Júri da Comarca de Ingá condenou Aylzio Flaviano Moraes da Luz a 20 anos de prisão pela morte de Ileandro Vieira da Silva, conhecido como Nêgo. O julgamento, que ocorreu na sexta-feira (11), foi o mais longo já realizado pelo Tribunal do Júri da comarca, iniciando pela manhã e encerrando à noite.
Detalhes do julgamento e condenação
Durante a sessão, testemunhas e declarantes foram ouvidos, além do interrogatório do réu. Os debates entre o Ministério Público, a assistência de acusação e a defesa foram intensos. Ao final, o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria do homicídio, rejeitando os argumentos da defesa. As qualificadoras de motivo fútil e de recurso que dificultou a defesa da vítima foram aceitas pelos jurados.
Sentença e penalidades adicionais
Na sentença, o juiz-presidente estabeleceu 18 anos de reclusão pelo homicídio duplamente qualificado. Além disso, Aylzio foi condenado a dois anos de reclusão e ao pagamento de 50 dias-multa por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. Com a soma das penas, a condenação totalizou 20 anos de reclusão e 50 dias-multa, com início do cumprimento em regime fechado. A decisão também determinou a perda da arma de fogo apreendida e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade.
O crime e a acusação
O homicídio ocorreu em 11 de março de 2024, por volta das 17h40, dentro de uma oficina mecânica no bairro Senzala, em Ingá. Segundo a acusação, Aylzio efetuou disparos de pistola contra Ileandro, que morreu em decorrência dos ferimentos. Durante os debates, o Ministério Público e a assistência de acusação defenderam a condenação nos termos da decisão de pronúncia. A defesa tentou desqualificar o crime para homicídio simples e argumentou a atipicidade do porte ilegal de arma, alegando que o réu era atirador desportivo, mas as teses foram rejeitadas.
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