Luiz Inácio Lula da Silva, presidente e candidato à reeleição, apresentou nesta terça-feira, 20 de outubro, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um pedido para levantar seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, além dos de seus familiares, desde que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) faça o mesmo. A proposta surge em meio ao segundo turno da corrida presidencial, programado para o próximo domingo, 25 de outubro.
Desafio público durante debate eleitoral
O requerimento de Lula cumpre uma promessa feita durante o debate na TV Band, no último domingo, 18 de outubro, quando desafiou Flávio a abrir suas informações financeiras para o público. Lula propôs a divulgação dos dados antes de quarta-feira, 21 de outubro, para garantir que os eleitores tenham informações suficientes para decidir seu voto.
Sigilos familiares e empresariais em jogo
A proposta de Lula inclui não apenas seus dados, mas também os de sua esposa, Janja Lula da Silva, e de seus cinco filhos. Além disso, a autorização abrange as pessoas jurídicas das quais os candidatos são sócios ou administradores. No caso de Lula, a empresa mencionada é a L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações LTDA. Já para Flávio, o documento lista cinco empresas, incluindo uma offshore.
Condições estabelecidas por Lula
O presidente condicionou a retirada de seus sigilos à reciprocidade por parte de Flávio Bolsonaro, que deveria incluir também sua esposa, Fernanda, seus pais, o ex-presidente Jair Bolsonaro e Rogéria Bolsonaro (PL-RJ), além de seus irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan.
Encaminhamento ao TSE
A petição foi enviada ao presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques. Em um evento de campanha em São Luiz, Lula declarou estar disposto a revelar quem realmente é corrupto no país e desafiou Flávio a ter coragem de fazer o mesmo.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br




















