MP investiga saída de 100 pessoas de casa de acolhida na PB

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) está acompanhando de perto o caso envolvendo mais de 100 pessoas que deixaram uma casa de acolhida em Santa Rita, na Grande João Pessoa, na última quinta-feira (22). Parte do grupo passou a noite em um posto de combustíveis às margens da BR-230, na Paraíba.

Desamparo e busca por soluções

Em nota oficial, o MPPB informou que os abrigados foram encaminhados para seus locais de origem nos estados da Paraíba, Pernambuco e Sergipe. No entanto, 24 dos cerca de 170 internos ainda permanecem na casa, sob a responsabilidade da prefeitura, até que seus familiares sejam localizados.

O promotor de Justiça Francisco Lianza se reuniu com a Secretaria de Assistência Social e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Santa Rita para discutir o caso. A promotoria aguarda um relatório da secretaria para definir os próximos passos na investigação.

Relato de mãe sobre situação precária

Uma mãe, que viajou cerca de 10 horas de Itabaiana, em Sergipe, para buscar o filho, relatou à TV Cabo Branco que não foi informada pela instituição sobre a saída dos internos. Ela afirmou que enviava R$ 1500 mensais para a manutenção do filho na casa de acolhimento, além de itens pessoais.

“Ele está aqui numa situação precária, descalço, sofrendo com fome e sede”, disse a mulher, que foi alertada por outra mãe sobre a situação.

Condições precárias motivaram saída

O tenente-coronel Alcântara, do 7º Batalhão da Polícia Militar, informou que as condições precárias do local motivaram a saída dos internos. Após contato com o responsável pelo espaço, alguns decidiram retornar, enquanto outros solicitaram que familiares os buscassem.

Incidente de agressão e desdobramentos

A saída do grupo ocorreu após uma agressão física no local, registrada em boletim de ocorrência. Dorgivan de Castro, proprietário da granja onde funcionava a casa de acolhimento, afirmou que soube do incidente por meio da pessoa que registrou o boletim. Ele foi procurado por Gláucio Amaral para alugar o imóvel e instalar uma filial de uma casa de recuperação de Goiana, em Pernambuco.

Dorgivan declarou que não pretende manter o aluguel do espaço e busca localizar os familiares dos internos para que possam retornar para casa. Na manhã de sexta-feira (23), cerca de 10 pessoas ainda permaneciam no posto de combustíveis.

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