A vereadora Jô Oliveira utilizou a tribuna da Câmara Municipal para expressar profunda preocupação com o fechamento de três Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) em Campina Grande. A medida, que reduziu de cinco para apenas dois o número de unidades em funcionamento, levanta sérias questões sobre o futuro do acesso da população aos serviços de saúde bucal especializados no município.
Segundo a parlamentar, a decisão da gestão municipal de fechar as unidades sem aviso prévio ou consulta ao Conselho Municipal de Saúde agrava um cenário já delicado. A falta de informação e o aumento da demanda concentrada em poucos locais podem levar ao colapso do atendimento, prejudicando milhares de cidadãos que dependem desses serviços essenciais.
O impacto do fechamento dos CEOs é sentido diretamente no dia a dia dos moradores, que já enfrentam dificuldades para conseguir consultas. A vereadora Jô Oliveira reforça que a prioridade deve ser garantir o direito à saúde, e não o contrário, como parece estar ocorrendo com essa decisão abrupta. Acompanhe os detalhes dessa denúncia e os riscos para a saúde pública de Campina Grande.
Redução drástica de unidades e aumento da demanda em Campina Grande
A vereadora Jô Oliveira destacou que, dos cinco Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) que atendiam a população de Campina Grande, apenas duas unidades permanecem operantes: o CEO da Catingueira e o localizado na Policlínica Francisco Pinto, no centro da cidade. Essa redução representa um corte significativo na oferta de serviços especializados em saúde bucal.
A parlamentar ressaltou que a demanda por atendimento odontológico especializado já é elevada no município. Com o fechamento de três unidades, a tendência é que a fila de espera aumente consideravelmente, e a dificuldade de acesso se intensifique, especialmente para aqueles que residem em bairros mais distantes dos centros ainda em funcionamento.
A concentração de todos os atendimentos em apenas dois locais sobrecarregará as equipes remanescentes e dificultará o deslocamento de pacientes, muitos dos quais já enfrentam barreiras financeiras e logísticas para se locomoverem pela cidade. A preocupação é que muitos usuários sequer sejam informados sobre as mudanças, dirigindo-se a unidades que já não oferecem mais o serviço.
Falta de comunicação e diálogo com a comunidade e órgãos de controle
Um dos pontos mais criticados pela vereadora Jô Oliveira é a **ausência de comunicação prévia** por parte da prefeitura. Segundo ela, a população pode se deparar com as portas fechadas dos CEOs sem qualquer aviso ou orientação sobre para onde se dirigir. “É importante que a população inclusive possa receber a informação já com o serviço em funcionamento, como deveria, sabendo para onde vai. Porque eu acredito que a principal demanda nesse caso aí é a falta de informação para a população”, declarou Jô Oliveira.
Além disso, a vereadora apontou a **falta de diálogo com o Conselho Municipal de Saúde**. O órgão, responsável por fiscalizar e deliberar sobre as políticas de saúde no município, não foi informado previamente sobre a decisão de fechar os CEOs. O tema só deverá ser discutido na próxima semana, o que, para Jô Oliveira, evidencia falhas graves no planejamento e na condução das políticas públicas de saúde em Campina Grande.
Inversão de prioridades e risco de colapso no atendimento
Jô Oliveira classificou a situação como uma **”inversão de prioridades”**, onde o fechamento de serviços essenciais ocorre antes mesmo de qualquer discussão ou planejamento. “Estamos diante de uma inversão de prioridades. Primeiro se fecha, depois se discute. Isso não pode acontecer quando estamos falando de um serviço essencial”, enfatizou a vereadora.
A principal preocupação da parlamentar é garantir que a população de Campina Grande não fique desassistida e que o **acesso à saúde bucal** seja preservado. Com a estrutura reduzida e a demanda crescente, o cenário aponta para um possível **colapso no atendimento odontológico especializado** no município, caso a gestão não revise urgentemente essa decisão e promova um planejamento transparente e eficaz.
A vereadora reiterou a necessidade de **transparência e planejamento** por parte da gestão municipal, visando assegurar a continuidade e a qualidade dos serviços de saúde oferecidos aos cidadãos de Campina Grande. A situação exige atenção imediata para evitar o agravamento dos problemas de saúde pública na cidade.
Fonte: redação


















